Modalidades do Skate e Olimpíadas: Um Guia Completo da Postal!

Apesar de ser um esporte muito comum, praticado desde a década de 1950, foi somente em 2020 que o Skate foi inserido em competições olímpicas. É claro que, a partir desse momento, a cultura ganhou muito mais notoriedade e passou a influenciar comportamentos, moda, arte e muitos outros aspectos sociais!

Contudo, mesmo sendo recente nas competições olímpicas, as modalidades do skate são diversas e possuem regras muito específicas! Provavelmente você já deve ter ouvido sobre as manobras mais radicais do esporte, porém as práticas não envolvem somente flips perfeitos, tá ligado?

Por isso, nós do blog da Postal, resolvemos trazer um Guia Completo com as modalidades do Skate e Olimpíadas e – quem sabe! – te ajudar a encontrar aquela que mais tem a ver com você! Vem na sequência que o post tá sinistro!

Quais são as modalidades do skate?

O Skate é um esporte que surgiu na década de 1950, nas praias quentes da Califórnia, um estado estadunidense! De lá pra cá, aperfeiçoado para um estilo mais urbano e esportivo, ganhou muito mais destaque quando foi considerado para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

Considerando o esporte como é visto no Brasil, a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) entende que as regras devem ser definidas de acordo com cada modalidade. Nesse caso, na sequência, separamos as principais modalidade, se liga:

Freestyle

Considerada a modalidade mais antiga do esporte, o Freestyle contém manobras elaboradas no chão, de maneira sequencial. Isso quer dizer que ela depende muito da criatividade do atleta, fator que colocou o skatista Rodney Mullen como um dos principais esportistas no estilo.

A Confederação Brasileira de Skate entende que os skatistas devem ser avaliados segundo quatro critérios principais: técnica, consistência, aspecto artístico e variedade. Nas competições, cada um deles é avaliado por uma nota, que determinará o skatista vencedor.

Downhill Speed

Na modalidade Downhill Speed o esportista é avaliado segundo o tempo gasto para completar determinado percurso. Para isso, ele é posto no pico de uma ladeiras – junto com os demais competidores – e deve descer em alta velocidade!

 

Downhill Slide

Por sua vez, o Downhill Slide, desenvolvido a partir do anterior, é um tipo de skate que – além de considerar a velocidade – também avalia manobras de derrapagem que os esportistas devem executar enquanto estão descendo a ladeira.

Slalom

Os anos 2000 foram uma época promissora para o skate, que não só foi inserido na cultura social, como também ganhou uma nova modalidade conhecida como Slalom. Desenvolvida a partir do Downhill, os skatistas devem fazer um percurso marcado por cones, passando por eles com alta performance, alterando da esquerda para a direita.

Além de serem avaliados em desenvoltura, o tempo também é cronometrado e são aplicadas penalidades, caso ele não consiga executar todo o caminho em conformidade e sem deslocar os cones.

Vertical

O skate vertical é um tipo de modalidade esportiva executada em pistas, que formam um U de vista aérea – Halfpipe – e deve conter variação com inclusão de rollins, canyons, extensões, trilhos, paredes e inclusive corrimão. Aqui as manobras podem ser variadas, ocorrendo no ar ou deslizando por bordas metálicas presentes no circuito.

Street

O Street com certeza é a modalidade de skate mais praticada no mundo! Não é por nada que ditou tendências, como com o surgimento da moda streetwear e skateboard. É tão popular, que é possível vermos skatistas executando manobras street nas ruas da nossa própria cidade.

Bancos, corrimões e escadas são considerados obstáculos para o skatista, que deve percorrer a pista com desenvoltura, executando manobras radicais e performáticas. Além disso, é uma das modalidades de skate mais comuns entre jovens!

Park

Uma novata entre as modalidades mais tradicionais do skate, o Park consiste em executar um bowl com alta dificuldade, tendo a necessidade de transições maiores que três metros, banks e algumas particularidades do Street.

Os obstáculos são considerados “interativos”, já que o skatista tem a possibilidade de finalizar uma manobra entrando em transição, para logo em seguida realizar outras. Isso quer dizer que ele possui grande variedade de percursos.

Mini-rampa

Você já viu aí na sua cidade uma pista de skate? Provavelmente deve ter notado que alguma delas possui uma rampa inclinada com paredes baixas, certo? Esse pista é típica da prática da modalidade Mini-rampa, que consiste em uma mistura do estilo Street e Vertical.

Mega Rampa ou Big Air

Uma das modalidades de skate mais radicais, a Mega Rampa ou Big Air foi elaborada por Danny Way, mas otimizada por Bob Burnquist, um dos maiores skatistas do mundo. E qual o motivo dela ser indicada somente para os apaixonados por adrenalina?

Nada mais nada menos que uma rampa de trinta metros de altura, que garante atingir uma velocidade de até oitenta quilômetros por hora! Tá ligado como isso é brabo? Mas não é só isso! O skatista deve voar com o skate por um vão de vinte quilômetros de distância, e pousar em outra pista!

Finalmente, para completar o percurso, ele deve executar um “quarter pipe” de oito metros de altura, o que pode levá-lo a atingir uma altura de até oito metros no céu – com direito a manobras das mais variadas!

É isso mesmo mermão! Você acha que skate estava restrito a poucas modalidades? Claro que não! É por isso que conseguiu entrar no hall dos esportes gabaritados e ser incluído em campeonatos sérios e mundialmente conhecidos – como as Olimpíadas!

Como o skate se tornou um esporte olímpico?

A longa jornada do skate até alcançar patamares olímpicos conta com altos e baixos. Criado por surfistas que estavam entediados de esperar boas ondas, eles pensaram: por que não surfar no céu?

Feito no improviso, com rodinhas de patins em uma prancha de madeira, o skate foi trazido sendo aperfeiçoado até ficar como conhecemos hoje! Contudo, nos anos 80 foi muito marginalizado, sendo associado a pessoas de índole duvidosa.

Entretanto, graças a prática séria e incentivo de patrocinadores, assim como a pressão social de cada dia mais pessoas adeptas, o esporte ganhou a uma nova significação, chegando a ter campeonatos mundiais muito expressivos, como o X Games.

Desde de então foi ganhando notoriedade e conquistou um lugar nos Jogos Olímpicos – assim como seu primo distante, o surf – estreando nas Olimpíadas de Tóquio, no ano de 2020.

Dá hora, não é? Que tal ficar por dentro das duas modalidades olímpicas do skate e entender como elas funcionam na competição? Continue a leitura na sequência e vem entender um pouco mais sobre o Street e o Park!

Quais são as modalidades das olimpíadas?

A partir de 2020, com estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o skate passou a ser considerado um esporte olímpico, por meio de dois tipos de modalidades: o Street e o Park. Isso não impede que nas demais competições não sejam incluídos outros estilos – na verdade é a porta de entrada para os que ficaram de fora.

O Street, como já descrevemos anteriormente, é uma modalidade projetada para contemplar obstáculos que simulam os encontrados nas ruas e avenidas de uma cidade. Por isso, nos Jogos Olímpicos, a pista foi adequada com corrimões, rampas, degraus, muretas, guias e demais obstáculos que possam estampar o cenário urbano.

Já o Park, como o próprio nome sugere, é um parque recreativo para skatistas, em que podem conter diversos elementos das modalidades do skate. Ela é montada em bowns, como comentamos anteriormente – o que também permanece nas Olimpíadas. Além disso, a pista pode chegar a ter cinco metros de profundidade em pontos específicos.

Nas duas modalidades há uma comissão julgadora que determinará notas por manobras e demais critérios estabelecidos. Contudo, no Park as apresentações acontecem – geralmente – em conjunto e devem contemplar manobras em até quarenta segundos.

Representantes brasileiros premiados

O Brasil é considerado um celeiro de estrelas do skate mundial! Para começar, nada menos que o cara que ajudou a reinventar uma modalidade – Mega Rampa – Bob Burnquist, famoso por ter sido o primeiro a executar a manobra fakie 900. Além disso, ele é o maior medalhista dos X-Games, tendo ido 25 vezes ao pódio.

Além de Bob, Lincoln Ueda marcou o skate brasileiro quando conquistou o primeiro lugar em 1989 no brasileiro amador. Com apenas quinze anos conquistava o quarto lugar no Campeonato Mundial, que o colocou como um dos grandes nomes no esporte.

Outro importante nome do esporte no Brasil é Sandro Dias, também conhecido como Mineirinho. Possui seis medalhas do World Cup Skateboarding, além de ser três vezes campeão europeu. Ah, e não é somente isso, também possui dez medalhas X-Games.

No cenário feminino, o destaque fica por conta de Karen Jonz, a primeira skatista mulher a conquistar uma medalha no X-Games, além de ser ouro na modalidade vertical. Também possui quatro medalhas mundiais, marcando seu nome como uma das esportistas mais importantes dos últimos anos.

A história do skate é do jeitinho que o esporte é: cheia de manobras radicais, que podem te colocar no céu em alta velocidade e, graças a grande expansão pelo mundo, muito mais pessoas têm tido interesse!

Gostou do nosso conteúdo? Aqui no blog da Postal nós sempre trazemos conteúdos como esse, continue por aqui e confira muito mais! Aproveite que você está na pegada street e vem conhecer o glossários de gírias skatistas da Postal, e nunca mais erre na letra!

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